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O metabolismo de creatina é alterado devido ao modo como é administrada

O objetivo deste estudo foi avaliar dois diferentes procedimentos para administração de creatina em ratos de laboratório. Para isso, 30 ratos adultos Wistar (90 dias de idade) divididos em três grupos conforme o modo de administração de creatina durante quatro semanas: grupo Controle (C): ratos não receberam creatina; grupo Creatina Gavagem (G): ratos receberam suplementação de creatina (0,107g/kg de peso corporal) através do método de gavagem e grupo Creatina Maltodextrina (M): ratos receberam suplementação de creatina (0,107g/kg de peso corporal) com adição de maltodextrina (0,160g/kg de peso corporal) pelo método de gavagem. Ao final do experimento o ganho de massa corporal, área sob a curva de ingestão alimentar e hídrica, índice de hidratação do músculo gastrocnêmio, concentração de creatina sérica e hepática e concentração de glicogênio hepático e muscular foram avaliados. O ganho de peso, a área sob a curva de ingestão alimentar e índice de hidratação muscular não apresentaram diferenças entres os grupos. A área sob a curva de ingestão hídrica apresentou aumento para os animais do grupo M em relação aos animais do grupo G. A concentração de creatina sérica e muscular não apresentaram diferenças, assim como para concentrações de glicogênio hepático e músculo gastrocnêmio. Ambos os grupos administrados com creatiana (G e M) apresentaram maiores concentrações desse substrato no músculo sóleo e a nível hepático. Quando a concentração de creatina hepática foi analisada foi observado aumento deste substrato. Visto isso, pode-se concluir que o modo como à creatina é administração pode interferir em seu metabolismo.

Palavras-chave: Suplementação, Maltodextrina, Exercício físico, Gavagem.

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Avaliação do consumo de nutrientes antioxidantes por mulheres fisicamente ativas

Atualmente, sabe-se que a ação dos radicais livres pode resultar em dano tecidual ou na produção de compostos tóxicos ou danosos aos tecidos, processo o qual é denominado de estresse oxidativo. Dada a importância da ingestão de antioxidantes na dieta humana, este estudo propõe-se a avaliar o consumo destes nutrientes em mulheres que praticam atividades físicas de forma regular, em uma assessoria esportiva brasileira. Foram entrevistadas 33 mulheres fisicamente ativas na cidade de São Paulo. Para a avaliação do consumo de nutrientes antioxidantes, foi desenvolvido um questionário de freqüência alimentar contendo os principais alimentos fontes de vitamina C, A, E, betacaroteno, zinco e selênio. Para análise do consumo de nutrientes antioxidantes, foi realizado o método qualitativo para avaliação dietética. A partir da mensuração do consumo de nutrientes nos questionários de freqüência alimentar, os dados obtidos foram comparados aos valores propostos pelas Dietary Reference Intakes ( 2000). Do ponto de vista antropométrico, a maioria (86%) das mulheres apresentara-se eutrófica. Observou-se que um alto percentual de mulheres enquadrava-se num consumo abaixo do recomendado de antioxidantes (52% em relação ao consumo de Vitamina C; 57% em relação ao consumo de Vitamina E; 52% em relação ao consumo de Vitamina A; 52% em relação ao consumo de zinco; e 24% em relação ao consumo de selênio). O selênio foi o nutriente analisado que apresentou maior percentual de consumo adequado (76%). Em função da importância destes nutrientes na saúde humana, na prevenção do estresse oxidativo e processo inflamatório desencadeados pelo exercício, estes resultados mostram que maiores esforços por parte da equipe de nutrição devem ser realizados para adequar o consumo de micronutrientes antioxidantes. Em adição, mais pesquisas serão (?) necessárias para se avaliar o consumo destes nutrientes em outras populações fisicamente ativas e as estratégias nutricionais capazes de melhorar tal consumo.

Palavras- chave: antioxidante, esportistas, nutrição.

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O papel do chocolate amargo sobre a inflamação

Noticia 3 janainaPesquisas com chocolate tem recebido atenção especial nos últimos anos, em especial no que diz respeito ao papel do chocolate amargo sobre a inflamação. A inflamação – aqui definida como a resposta biológica complexa de tecidos vasculares a estímulos nocivos – é sustentada por diversos mediadores envolvidos na regulação de alterações vasculares e recrutamento de células inflamatórias. Todos estes mediadores podem ser inibidos pelo chocolate amargo. Os grãos de cacau e seus produtos derivados, como o chocolate, são ricos em antioxidantes, como catequinas, epicatequinas e procianidinas, que são os principais responsáveis pelos efeitos benéficos à saúde.

Referência bibliográfica:
di GIUSEPPE, R.; DONATI, M.B.; de GAETANO, G. et al. The role of dark chocolate on inflammations: a bitter taste for a better life. Bioative Food as Dietary Interventions for Arthritis and Related Inflammatory Disease; 2013.